Clima seco nos EUA pressiona milho e mercado aguarda relatório do USDA
Os contratos futuros do milho encerraram a terça-feira quase estáveis na Bolsa de Chicago, enquanto o mercado espera o novo relatório do USDA, que deve revisar projeções de safra em meio à piora das lavouras americanas pelo calor.
O pregão teve oscilações leves, com os principais vencimentos do milho encerrando perto do zero na CBOT. As atenções se voltaram para o boletim do USDA, previsto para o dia seguinte, que deve atualizar as estimativas de produção e produtividade nos Estados Unidos e no mundo. A pressão vem do clima: o calor intenso e a escassez de chuva no Corn Belt durante a polinização reduziram a fatia de lavouras em condições boas ou excelentes, apontada por analistas como uma das mais baixas para o período em quase uma década. Como a Bolsa de Chicago é a principal referência de preço do grão, um eventual corte na safra americana tende a sustentar as cotações internacionais, movimento que pode se refletir no valor pago ao produtor brasileiro logo após a colheita da safrinha. Acompanhar o resultado do relatório ajuda a decidir a hora de comercializar.
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