Estresse na granja altera a cor do ovo de codorna e prejudica o lote
Da mesma codorna podem sair ovos claros ou escuros. O motivo está na velocidade com que o ovo passa pelo oviduto — e o estresse, via adrenalina, mexe nesse ritmo e na pigmentação.
A casca nasce branca, de carbonato de cálcio, e só ganha cor nas últimas horas antes da postura, quando glândulas do útero depositam dois pigmentos: a protoporfirina, que puxa tons marrons e manchas, e a biliverdina, ligada às nuances azul-esverdeadas. O tom final depende da velocidade com que o ovo percorre o oviduto — trânsito rápido deixa a casca mais clara; lento, mais escura. Sob estresse, a ave libera adrenalina, muda as contrações uterinas e altera esse tempo, o que ajuda a explicar cascas desbotadas ou irregulares dentro do mesmo plantel. Para o produtor, isso pesa no bolso: o mercado paga por lote padronizado, e ovos fora do padrão são depreciados ou descartados. Ambiente calmo, temperatura estável, boa iluminação e menos ruído viram, na prática, ferramenta de rentabilidade numa cadeia que gira centenas de milhões de dúzias por ano no Brasil.
Esta é uma síntese factual produzida pela redação automatizada da AgroRumo News. A matéria completa e original é do veículo Compre Rural:
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