Etanol de milho: governo cria regras para classificar DDG e coprodutos
O Ministério da Agricultura publicou uma portaria no Diário Oficial que cria padrões de classificação e fiscalização para os grãos e fibras produzidos nas usinas de etanol de milho, até agora tratados de forma genérica como DDG.
A medida atinge um mercado em plena expansão: o etanol de milho ganhou força no Centro-Oeste e transformou os coprodutos do processamento em insumo estratégico para a pecuária. Grãos secos, fibras e farelos gerados nesse processo são amplamente usados na alimentação de bovinos, suínos e aves, competindo diretamente com o farelo de soja. Com regras claras de classificação, o produtor passa a comprar esses ingredientes sabendo o padrão de qualidade e o teor nutricional que está adquirindo. A padronização também tende a dar mais segurança às negociações e a organizar um segmento que crescia sem parâmetros oficiais definidos. Para quem trabalha com confinamento e nutrição animal, isso significa menos incerteza na hora de formular a ração e fechar contratos.
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