EUA e China elevam compras e amortecem tombo do consumo europeu de suco
A Europa, maior compradora mundial, cortou importações e derrubou a receita do setor citrícola; americanos e chineses ampliaram os volumes e amorteceram o baque nas exportações brasileiras de suco, segundo dados da CitrusBR.
O Brasil embarca cerca de 95% do suco que produz, então a demanda lá fora define diretamente o preço pago ao citricultor. Na última safra o volume exportado ficou praticamente estável, mas o faturamento do setor recuou mais de 30%, sinal de que os preços perderam força com o consumo mundial em queda. O avanço de Estados Unidos e China ajudou a compensar o encolhimento da Europa, que reduziu compras e deixou de responder por metade dos embarques. Outra mudança de fundo: o suco fresco, não concentrado, ganha espaço puxado pelo apelo de saudabilidade, enquanto o concentrado congelado perde mercado — tendência que deve moldar o que os pomares brasileiros vão priorizar nos próximos anos.
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