Fim de trégua entre EUA e Irã acende alerta sobre custos no agro
O rompimento do acordo que segurava as tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a assustar os mercados. Analistas veem risco de alta no petróleo, no frete e nos fertilizantes — insumos que o Brasil importa em peso.
O gatilho é geopolítico: a retomada das hostilidades entre norte-americanos e iranianos recoloca em cena o temor de que o Estreito de Ormuz, rota de cerca de um quinto do petróleo mundial, seja afetado. Quando o barril sobe, encarecem diesel, secagem, armazenagem e o frete que leva a safra até o porto. O ponto mais sensível para o produtor brasileiro são os fertilizantes: o país compra fora aproximadamente 85% do que aplica na lavoura, e boa parte dos nitrogenados vem justamente de regiões próximas ao conflito. Segundo o consultor Fernando Pimentel, do Grupo Aliare, os ataques interromperam a expectativa de normalização do mercado. Por ora, é risco projetado e não efeito confirmado — mas basta a incerteza para mexer no custo da próxima safra.
Esta é uma síntese factual produzida pela redação automatizada da AgroRumo News. A matéria completa e original é do veículo SNA:
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