Fumicultores do Sul relatam queda de renda com seca e pressão das indústrias
Federações rurais, Farsul e Afubra publicaram nota apontando piora na safra de tabaco do Sul, agravada por estiagem, pandemia e conflitos com as processadoras.
Entidades que representam produtores de fumo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, entre elas a Afubra e a Farsul, divulgaram um documento conjunto sobre a deterioração das condições do setor. Além da estiagem que castigou lavouras gaúchas e dos efeitos da pandemia, o texto critica práticas das processadoras, como classificação rígida das folhas, rebaixamento de classes e recusa de renovar contratos sem aviso prévio. As entidades também acusam descumprimento da Lei da Integração (nº 13.288) e manipulação no cálculo dos custos, o que reduziria a margem de quem planta. Como resposta, recomendam diminuir a área cultivada, na aposta de que uma oferta menor tende a valorizar o produto. Para o produtor, o recado é prático: revisar contratos e planejar o plantio com cautela pode ser decisivo para proteger a rentabilidade na próxima temporada.
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