Molécula brasileira contra o greening promete reduzir queda de frutos pela metade
A fabricante paulista Amazon AgroSciences se apoia em universidades e institutos brasileiros para ampliar sua linha de fertilizantes com N-acetilcisteína, substância que busca aliviar os efeitos do greening nos pomares de laranja.
O greening — também chamado de HLB — é hoje uma das maiores ameaças aos pomares de laranja do país e, por estimativas do setor, drena pelo menos US$ 120 milhões por ano da citricultura brasileira. Diante disso, a Amazon AgroSciences, empresa familiar sediada em São Carlos (SP), aposta em fertilizantes líquidos com N-acetilcisteína, substância que, segundo a companhia, ajudaria a desobstruir o fluxo de seiva travado pela doença e cortaria pela metade a queda de frutos já no terceiro ano de aplicação. Para testar e ampliar a tecnologia, a fabricante estreitou laços com a UFSCar, o Centro de Citricultura Sylvio Moreira (IAC) e a startup CiaCamp. Para o citricultor, a iniciativa mostra que a pesquisa nacional pode abrir caminhos de manejo enquanto não surge uma cura definitiva — desde que os ganhos sejam confirmados no campo, safra após safra.
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