Regras internacionais sobre OGM e resíduos podem barrar exportação de grãos do Brasil
A primeira reunião no Brasil da coalizão internacional do comércio de grãos, sediada pela ANEC em São Paulo, colocou em pauta como limites a transgênicos e a resíduos de defensivos funcionam como barreiras ocultas às vendas externas.
O IGTC, federação que reúne entidades do comércio de grãos de países como Brasil, Argentina, Estados Unidos, China, Austrália e nações europeias, realizou sua primeira assembleia em solo brasileiro, com a ANEC como anfitriã e visitas técnicas a Santos e à Embrapa, em Campinas. No centro do debate, segundo o veículo, estão duas siglas: a LLP, que trata da presença de transgênicos já aprovados em um país mas ainda não no importador, e o MRL, o teto de resíduos de defensivos muitas vezes mais rígido que o padrão internacional. Na prática, elas viram barreiras não tarifárias, já que uma carga legal no Brasil pode ser recusada no porto de destino por causa dessas exigências. Para o produtor, isso pesa no preço recebido e na demanda dos compradores, porque uma regra mais dura lá fora encolhe o mercado para a safra. O texto, assinado por um advogado especializado em agronegócio, aponta ainda iniciativas que tentam alinhar esses critérios entre os governos.
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