Setor do tabaco cobra em Brasília menos impostos e mais previsibilidade para produtores
Em assembleia geral em Brasília, na terça-feira (1º), a associação que reúne 528 municípios fumicultores do Sul cobrou corte de carga tributária, segurança jurídica e mais peso político para a cadeia.
A fumicultura é a principal renda de milhares de pequenas propriedades familiares no Sul, e o recado dos municípios foi direto: querem menos impostos e regras mais previsíveis para seguir competitivos. Segundo o dirigente Francisco Eraldo Konkol, da Faesc, a receita do tabaco costuma bancar as despesas da família e ainda ajudar a financiar outras lavouras da mesma propriedade. "Nós não precisamos de ajuda. O setor é organizado e anda sozinho", afirmou, ao pedir redução da carga tributária. Para ganhar força política, a associação vai estimular câmaras municipais a aderirem formalmente à entidade, ampliando a pressão institucional em favor da cadeia. O tema também chegou a uma audiência pública na Câmara dos Deputados, onde o setor defendeu que novas regras considerem o impacto econômico e social sobre quem depende da atividade.
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