Açúcar bruto recua com petróleo, mas clima na Índia e etanol seguram mercado
Contratos futuros do açúcar fecharam sem rumo único na quinta-feira: o bruto caiu 0,93% em Nova York, a 14,85 cents por libra, enquanto o branco ficou perto da estabilidade em Londres.
O tombo do petróleo pesou sobre o açúcar bruto em Nova York, porque preços menores do combustível fóssil enfraquecem a paridade do etanol e reduzem o apelo do adoçante no mercado global. No sentido oposto, a apreensão com o clima na Índia — peça-chave na oferta e no consumo mundiais — e o avanço da produção de etanol no Brasil ampararam as cotações e evitaram recuos mais intensos. Esse cabo de guerra entre a queda do petróleo e os fundamentos de oferta define o humor das bolsas e, na ponta, o mix das usinas brasileiras. Para o produtor de cana, acompanhar esse jogo ajuda a antecipar a rentabilidade da safra e o rumo do preço da tonelada.
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