Brasil importa 88% dos fertilizantes e bioinsumos ganham força como alternativa
Diante da alta dos custos e da instabilidade global, a associação do setor de biológicos defende os bioinsumos como caminho para o Brasil depender menos da importação de nutrientes e ganhar eficiência no campo.
A associação que representa a indústria de biológicos argumenta que depender de nitrogênio, fósforo e potássio comprados no exterior deixa o produtor à mercê de oscilações de preço, disponibilidade e frete — vulnerabilidade que a instabilidade geopolítica recente escancarou. O apelo tem peso no bolso: a adubação nitrogenada tradicional pode passar de R$ 900 por hectare, enquanto a inoculação com bactérias fixadoras de nitrogênio fica na casa dos R$ 8 por hectare. 'Não se trata de substituir fertilizantes minerais, mas de construir sistemas produtivos mais eficientes', resumiu Thiago Delgado, presidente da ANPII Bio. Para o campo brasileiro, onde os insumos biológicos já alcançam cerca de 90% das lavouras de soja, a aposta é reduzir custo e blindar a margem da safra contra crises lá fora.
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