Calor pode comprometer produção de leite em Goiás a partir de 2061, aponta estudo
Uma pesquisa projeta que, com o agravamento das mudanças climáticas, Goiás poderá ter mais dias de calor extremo por ano — o bastante para prejudicar o rendimento de vacas holandesas na pecuária leiteira a partir de 2061.
O levantamento cruzou projeções de clima futuro com o limite de tolerância térmica do rebanho e indica que os dias de calor e umidade acima do que o animal suporta tendem a aumentar no estado nas próximas décadas. A raça holandesa, uma das mais presentes na pecuária leiteira brasileira, é justamente a mais sensível ao estresse por calor: sob altas temperaturas, a vaca reduz o consumo, gasta energia para se resfriar e entrega menos leite. Para o produtor, o alerta é de planejamento — sombreamento, ventilação, manejo de água e genética mais adaptada ao clima quente podem ser decisivos para sustentar a produtividade. Embora o horizonte apontado seja 2061, decisões de infraestrutura e melhoramento do rebanho começam a ser tomadas hoje.
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