Colheita mecanizada de café encolhe vagas no campo no Sul de Minas
A adoção de máquinas na colheita do café no Sul de Minas vem reduzindo a contratação de mão de obra sazonal, e a procura por trabalhadores de outras regiões praticamente sumiu nesta temporada.
O avanço das colhedoras nas lavouras de café do Sul de Minas está mudando o perfil da mão de obra na principal região cafeeira do país. Com as máquinas assumindo boa parte da colheita, cai a necessidade de grandes equipes de safristas, inclusive os que costumavam migrar de outros estados em busca de trabalho temporário. Para o produtor, a mecanização promete ganho de produtividade e menos dependência de trabalhadores num período de custos altos e disputa por mão de obra. Por outro lado, o movimento reacende o debate sobre o futuro do emprego rural e a renda de famílias que viviam da temporada de colheita. É uma tendência que deve se espalhar por outras culturas do agro conforme a tecnologia fica mais acessível.
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