Estudo projeta déficit de enxofre até 2040 e alerta para adubo mais caro
Pesquisadores apontam que a descarbonização global tende a reduzir o enxofre extraído de petróleo e gás, insumo-chave do ácido sulfúrico usado em adubos — com projeção de déficit de até 320 milhões de toneladas até 2040.
Cerca de 80% do enxofre negociado no mundo é recuperado como resíduo do refino de petróleo e gás; à medida que a economia global reduz combustíveis fósseis, esse fluxo tende a minguar. O ponto sensível é que o enxofre vira ácido sulfúrico, base para produzir os fertilizantes fosfatados que sustentam a produtividade de soja, milho, algodão, cana e café. Um levantamento de pesquisadores da University College London projeta um rombo que pode chegar a 320 milhões de toneladas de ácido sulfúrico até 2040, num momento em que a demanda por adubo e por metais da energia limpa cresce ao mesmo tempo. Para o Brasil, que importa a maior parte do que aplica na lavoura, o cenário acende um alerta sobre custo de insumo e margem nas próximas safras. Vale acompanhar como projeção de médio prazo, e não como aperto imediato, mas é um fator a pesar no planejamento de compra de fertilizante.
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