Milho recua em Chicago pelo segundo dia com plantio adiantado nos EUA
Os contratos futuros do cereal caíram na Bolsa de Chicago, ao menor patamar em cerca de três meses, à medida que a semeadura norte-americana avança em ritmo acelerado e reforça a perspectiva de oferta ampla.
Os futuros do milho na Bolsa de Chicago cederam pela segunda sessão seguida, pressionados pelo bom andamento da semeadura nos Estados Unidos, que chegou a 88% da área ante 73% na semana anterior — dentro do que o mercado projetava. O contrato de referência perdeu força e a commodity tocou o menor valor em cerca de três meses, acumulando recuo próximo de 10% no mês. Para a analista Ana Luiza Lodi, da FCStone, 'o número veio em linha com a expectativa do mercado'. Como Chicago é o termômetro global do grão, os vencimentos negociados no Brasil acompanharam a baixa, e um cenário de oferta abundante lá fora tende a espremer a paridade de exportação e a pressionar os preços internos, apertando a margem do produtor. Vale acompanhar o clima da safra americana e o câmbio, que podem intensificar ou amortecer o movimento por aqui.
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