Startup da Nova Zelândia quer produzir açúcar fermentável a partir de gás
A Solarferm desenvolve uma tecnologia que gera glicose a partir de gás e CO2, sem depender de lavouras, buscando um insumo mais barato e constante para a bioeconomia.
A empresa neozelandesa Solarferm aposta em um processo de duas etapas: converte gás natural em um intermediário químico por via térmica e, em seguida, usa bactérias modificadas para transformá-lo em glicose, dispensando o cultivo agrícola. Segundo a startup, ainda em estágio inicial de captação, a modelagem econômica projeta custo competitivo com a dextrose de fermentação, hoje na casa dos US$ 550 por tonelada — número que depende de escala industrial e ainda não está confirmado na prática. A relevância para o agro brasileiro é estratégica: o país lidera a produção de cana e de milho que alimentam etanol, bioplásticos e outros derivados da bioeconomia. Uma rota que fabrica açúcar sem terra, se amadurecer, pode no longo prazo pressionar a demanda por açúcares de origem agrícola. Por ora, trata-se de uma aposta experimental, e o produtor rural segue com ampla vantagem de escala e custo.
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